Publicado em

REVIEW: WESTWORLD – EPS. 8 – KIKSUYA

O oitavo episódio de Westworld subverte totalmente a lógica, e constrói uma narrativa paralela a protagonizado por Dolores, Maeve e O Homem de Preto. Conta-se a história de amor protagonizada […]

O oitavo episódio de Westworld subverte totalmente a lógica, e constrói uma narrativa paralela a protagonizado por Dolores, Maeve e O Homem de Preto. Conta-se a história de amor protagonizada por Akecheta (Zahn McClarnon) e Kohana (Julia Jones).

Com um tom dramático e extremamente visceral, a história de amor se torna um drama, para no final, ser um filme de horror, e inevitavelmente, uma análise aprofundada sobre o ser humano como um todo. Até mesmo Ford dá as caras para ressaltar que, bem antes dos eventos da 1ª temporada, a mente por de trás do parque já estava escrevendo uma narrativa bastante complexa, e cheia de metáforas sobre o livre arbítrio.

Contudo, o próprio ritmo da história entrega um episódio totalmente diferente do restante da série. Ele destoa por ter começo meio e final, sendo uma genuína história de amor protagonizada por robôs. É bem diferente do drama cheio de raiva e violência no qual tivemos a apresentação de Sakura e Cia. – além do fantástico Shogun World – , então por si só, Kiksuya abre campo para novas abordagens, mas também mostra como a série amadureceu desde os seu 1º episódio.

Ele entrega respostas, exige que seu espectador seja atento a todas as histórias e personagens, e faz questão de ressaltar que o embate entre os anfitriões e os humanos não é o principal tema da série. O próprio Ford diz isso, ao ser questionado sobre o ‘final do jogo’.

Se Westworld não é perfeito, ao menos entrega momentos genuinamente originais dentro de sua concepção e desenvolvimento. É algo para se enaltecer, e acima de tudo apreciar: não é todo dia que vemos uma série discutir tão bem o que são humanos, sem precisar apelar para a demagogia que o tema faz questão de proporcionar.

                                              Excelente

Deixe sua opinião