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Review: Westworld Episódio 4 – The Riddle of the Sphinx

Desde que essa temporada teve início, Westworld deu amostras de que a série trilharia um caminho conhecido, e de certa forma, cômodo. A questão é que esse 4º episódio rompe […]

Desde que essa temporada teve início, Westworld deu amostras de que a série trilharia um caminho conhecido, e de certa forma, cômodo. A questão é que esse 4º episódio rompe com essa proposta, e ressalta a ideia de caos generalizado ao longo de todos os parques, e estabelece papeis importantes, para personagens que até então eram secundários.

Verdade seja dita, a criatividade dos roteiristas é algo incrível, e isso só enaltece aquilo que vimos ao longo da 1ª temporada. Ford era o homem por trás de toda mecânica que envolvia os anfitriões, mas isso só ficou claro com esse episódio. A justificativa da sua influência em quase tudo que acontece é crível: ele não escreveu nenhuma narrativa para o que esta acontecendo. Ford criou um jogo no qual as narrativas de vários personagens fazem parte, e de alguma forma se conectam, sem esquecer do livre arbítrio.

A 2ª temporada não dá espaço para elaboração de novas teorias, pois ela mesma faz isso pelo espectador. O 4º episódio é um ótimo exemplo disso: enquanto todos esperavam o parque com temática nipônica, a série faz questão de mostrar que quem está mais próximo da verdade, ou de uma suposta resolução para o caos que se instaurou, é o homem de preto.

Diferentemente dos episódios anteriores, a lógica aqui não é aplicável, e mesmo os mais simples diálogos, como aquele travado entre William/Homem de Preto (Jimmi Simpson/Ed Harris) e James Delos (Peter Mullan) são carregados de muito mistério e revelações, ainda que essas últimas levem a mais questões envolvendo o que a Delos realmente planeja para o futuro da humanidade.

                                                  Ótimo

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