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Review: Re: Mind (2018)

Se as séries da atualidade tem uma ‘quedinha’ pelo visual muito bem elaborado, narrativas mirabolantes ou a direção de um nome consagrado na indústria cinematográfica. Re: Mind, série japonesa produzida […]

Se as séries da atualidade tem uma ‘quedinha’ pelo visual muito bem elaborado, narrativas mirabolantes ou a direção de um nome consagrado na indústria cinematográfica. Re: Mind, série japonesa produzida pela Netflix presa pelo discurso minimalista e atenção aos detalhes, especialmente no que tange o discurso das protagonistas.

Nenhum dos diálogos é desperdiçado com frivolidades, portanto, por mais que aparente ter um ritmo lento, o desenvolvimento das personagens é o foco da trama, que não apresenta espaço para sub-tramas, ou perde tempo com os coadjuvantes. A série, ao longo dos 13 episódios é compacta e ciente do que precisa entregar: suspense.

A aposta da Netflix, especialmente em não tornar a trama um filme, ajuda na sensação de progresso e interesse. A ideia de um filme com cerca de 3 horas, no qual garotas discutem a relação e aproveitam e fazem uma fogueira das vaidades com isso, sem sombra de dúvida não é uma das mais animadoras.

Contudo, a série funciona muito bem dentro da sua proposta. O desenvolvimento da trama só acontece lá pelo 7° ou 8° episódio, mas os mistérios só são esclarecidos mesmo, um pouco antes do último episódio. E é justamente o trunfo da série. Ela se resguarda de todas as formas possíveis para não saturar a trama, e sempre injetar um tema ou situação de interesse entre as garotas. Ainda que o tema seja o Bullying e suas consequências, a temática é bem mais ampla e englobam assuntos bem mais maduros, especialmente se levarmos em conta que o público alvo da série são os jovens.

Com uma premissa interessante, e um desenvolvimento muito bem cadenciado, Re: Mind entrega uma 1ª temporada – nunca se sabe se haverá uma continuação – que vai muito além das expectativas. Apesar de ficar na linha tênue entre o maçante e o repetitivo, a série consegue driblar bem esses obstáculos e apresenta um resultado muito acima da média para as séries de suspense dramático. De fato ela faz o espectador pensar e refletir sobre a questão: ‘o que é justiça?’, mas ao ir além do óbvio é aonde ela brilha. Discutir a relação nunca foi tão interessante assim.

                                                    Bom

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