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Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017)

O ano de 1995 parece que foi ontem – #sqn – mas, em um filme que tivemos um Robin Williams iluminado, é difícil não se lembrar da minha infância, quando […]

O ano de 1995 parece que foi ontem – #sqn – mas, em um filme que tivemos um Robin Williams iluminado, é difícil não se lembrar da minha infância, quando vejo qualquer coisa envolvendo a fantástica aventura.

O problema é que o tempo passou, e querendo ou não, todos aqueles jovens, hoje tem por volta dos seus 30 anos ou até mais e não estão tão interessados assim em um jogo de tabuleiro – nesse aspecto posso discordar, pois, amo RPG e Banco imobiliário -, eles preferem FIFA 18, CS, e até aquele famigerado joguinho de celular chamado Candy Crush. Não cabe a mim (nem a ninguém), julgar essas preferências, pois, a nova versão de Jumanji é aberta desde os ‘novos jovens’ até aqueles que se intitulam ‘eternamente jovens’.  A nova versão tem um apelo bastante atual, mas não se esquece de muitos aspectos que fizeram o filme original tão bom. Sua essência é uma comédia, e apesar dos estereótipos e alguns clichês, o filme funciona muito bem, também como uma aventura.

Todos os aspectos da nossa juventude estão lá. A geração Old School entende que, ao pegarmos pela primeira vez em um joystick, nosso mundo mudou e tivemos a sensação de vivenciar tudo que acontecia naquela telinha. O mais engraçado é que, se hoje muitos se preocupam com detalhes sobre os gráficos; a nossa aventura era imaginar os pixels quadradões, como pessoa reais lutando com todo tipo de desafio.

É por isso que a nova versão é tão boa. Ela respeita o material original, e mesmo não contando com um ator incrível como Williams, é impossível não gostar de atores tão carismáticos quanto Dwayne Johnson e Karen Gillan. Eles, em parte, representam como evoluímos na forma de consumir entretenimento, e por isso mesmo, são ótimos nos papeis que protagonizam. Jumanji: Bem vindo a Selva, não poderia ser protagonizado por outros atores, que não fossem o quarteto escalado. Kevin Hart e Jack Black, por exemplo, conseguem equilibrar muito bem comédia e ação, coisa que surpreende bastante, levando em consideração o histórico de ambos.

Claro que o filme não é perfeito, mas é puro entretenimento, tal como o clássico de 1995. Da mesma forma que hoje, a proposta na época parecia ser bem diferente, mas foi muito bem sucedida em suas metas. O cinema pipoca pode sim, ser uma extensão direta dos games, e ainda assim entreter tanto quanto a outra forma de arte. Jumanji é nostálgico na medida certa, e comete praticamente os mesmos erros e acertos do original, mas com sua própria identidade.

Ótimo

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