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Dica da Semana: Sociedade dos Poetas Mortos

Muitas vezes, o cinema tem a capacidade de ir além de todo o seu implacável poder de causar emoções e nos traz visões, ensinamentos e maneiras de agir que podem ser aplicadas […]

Muitas vezes, o cinema tem a capacidade de ir além de todo o seu implacável poder de causar emoções e nos traz visões, ensinamentos e maneiras de agir que podem ser aplicadas no nosso cotidiano. Quando produções assim, unem a capacidade da arte à comoção e transmissão de aprendizado ao seu publico, momentos únicos são proporcionados no cinema. E Sociedade dos Poetas Mortos é um destes marcos colossais da sétima arte. Ontem, tivemos a triste e inesperada notícia da morte de Robin Williams. A maneira que encontramos para homenagea-lo foi trazendo uma de suas performances mais comoventes ao Dica da Semana. Alias, não só comovente, mas sim, obrigatória.

Na trama, somos levados à tradicionalista escola secundária Welton e convidados a acompanhar a rotina de estudos de um grupo de alunos ser radicalmente modificada ao conhecerem John Keating, seu novo professor de poesia e um aluno formado na instituição. O professor passa através de sua única dinâmica e conhecimento, valores a serem revisados e a noção de que uma vida inteira está a frente de todos e suas decisões são essenciais. Assim, os jovens tornam a trazer vida à Sociedade dos Poetas Mortos, um antigo grupo frequentado pelo próprio professor com o propósito de compartilhar seus amores pela poesia e uma vida com base no Carpe Diem. Este longa de Peter Weir (diretor de O Show de Truman e Mestre dos Mares) marcou uma geração. Não apenas por nos apresentar ensinamentos extremamente valiosos e implacáveis a serem questionados em nossas vidas. Mas por nos presentear com uma comovente história e personagens doces e intocáveis. A performance de Williams aqui é esplêndida. Keating acredita no seu discurso e impulsiona jovens a serem donos de suas próprias ideias, de tomarem o mundo e viverem como acreditam que devem, explorar suas emoções. E é graças ao americano que abraçamos esse discurso e temos a real intenção de segui-lo junto com seus estudantes. A chama transmitida pela professor é impulsionada para muito além da tela.

A simples história é transmitida com um grande peso de referências e um conteúdo exorbitante. Walt Whitman, Byron, Shakespeare e outros grandes nomes da literatura inglesa são citados, tornando a obra não só rica em seus pequenos detalhes, mas também uma experiência válida tanto na arte, quanto na vida. A cada minuto que passamos dentro deste universo, mais nos conectamos com os personagens, e somos tomados pela sensação de invencibilidade presente em tantos deles. E o sentimento é incrível. Vencedor do Oscar de melhor roteiro original em 1989, Sociedade dos Poetas Mortos é um filme obrigatório à todos aqueles que acreditam numa razão para se viver e a todos os demais. Um filme tocante, comovente e dono de um discurso instigador. Sem dúvidas um grande momento da carreira de Williams, e um dos trabalhos mais prestigiados na história do cinema.

“Oh, Captain. My Captain!”

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