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Dica da Semana: Liberal Arts

Josh Radnor, conhecido como o Ted Mosby da excelente sitcom How I Met Your Mother, em 2010 teve seu primeiro contato com o cinema sendo diretor, e surpreendeu a todos […]

Josh Radnor, conhecido como o Ted Mosby da excelente sitcom How I Met Your Mother, em 2010 teve seu primeiro contato com o cinema sendo diretor, e surpreendeu a todos com o ótimo HappyMoreThankYouPlease aonde roteirizou, dirigiu e estrelou o longa. Mas algo estava faltando ali, tanto um pouco de personalidade como a própria experiência. E então em 2011 seu novo projeto é finalizado, Liberal Arts não é só um excelente filme com uma trama coesa e tocante, mas a evolução visível de um cineasta talentoso.

Na história, Jesse Fisher (Radnor) é um recém solteiro de 35 anos que anda preocupado e sem inspiração com seu trabalho. Ao ser convidado por seu professor favorito da faculdade para o jantar de sua aposentadoria, Jesse aceita e chegando ao campus conhece Zibby uma aluna que desperta algo que a muito tempo ele não sentia.

Todo o filme tem um tom de nostalgia, do prazer de viver bons momentos, e com o tema da trama que discute toda a relação que a idade emprega no individuo ou ao seu redor soma tudo em uma forma tão prazerosa de ser assistida e refletida. Com muita personalidade, Josh aqui trás um filme autoral e sua intimidade com a câmera parece ter crescido de maneira assustadora. A sequência inicial aonde com um simples acontecimento somos apresentados a um Jesse que perdeu sua identidade e está a procura de algo novo que se encaixe com ele, é pensada de uma maneira genial.
Mas a visão de uma direção que valoriza um simplicidade que enche os olhos não fica por aqui. Cenas como o abraço de Jesse e Zibby no teatro e as frequentes visitas do protagonista à livraria são belos exemplos dessa habilidade.

O mesmo pode ser dito do elenco que além de estar afiadíssimo consegue trazer cada ponto de vista dos valores que o roteiro passa em diferentes personagens. Zac Efron tem um personagem memorável, assim como o destaque para Elizabeth Olsen e Richard Jenkins, junto com Josh que faz uma construção interessante a Jesse.

Com uma bela fotografia, um direção extremamente competente, um roteiro que valoriza diálogos dinâmicos e significantes e uma trama que enche os olhos com o tamanho da humanidade que carrega, Liberal Arts é um trabalho que vale a pena ser visto por todos aqueles que valorizam a simplicidade do cinema. Além de trazer um discussão literária sobre o romance “Lua Nova” totalmente imperdível.

Ps: Infelizmente o filme ainda não foi lançado no Brasil.

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