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Crítica: Tomb Raider: A Origem (2018)

Vamos falar a verdade, todo ‘filme de origem’ sofre de um mesmo mal. E isso não limita-se aos filmes que são adaptações, mas também de qualquer franquia original, que tenha […]

Vamos falar a verdade, todo ‘filme de origem’ sofre de um mesmo mal. E isso não limita-se aos filmes que são adaptações, mas também de qualquer franquia original, que tenha a pretensão de expandir.

Tomb Raider: A Origem tenta se esquivar desse dogma utilizando bons recursos de história, mas de certa forma também cai na redundância apontada acima. A diferença, porém, reside no fato de que, já conhecemos a personagem por conta da eterna Angelina Jolie, mas também sabemos que Lara Croft ainda não tinha sido explorada tão bem assim nos cinemas.

Assim, o filme protagonizado por Alicia Vikander e Daniel Wu, é uma ótima fita de ação, enxuta em sua história, e sem muito espaço para piadas, easter eggs ou simplesmente qualquer drama. O filme funciona através da aventura, e tem uma engrenagem na qual, Alicia é a prova viva de que Lara Croft sempre existiu em nosso mundo.

Brincadeiras à parte, a atriz defendo o papel com garra, e mostra uma evolução muito convincente, a ponto de querermos uma continuação. Lá estão os mesmos elementos (e cutscenes ou Quick Time Events) que vimos nos games, desde a fidelidade na reprodução do vestuário, chegando à criação de personagens que não estavam previstos inicialmente na história.

Se a fidelidade visual e da protagonista são os pontos fortes, o roteiro – curto e simples –bem como o drama, são os pontos fracos do longa. Para se ter um exemplo, não existe qualquer espaço para sutileza ou desenvolvimento na relação de Lara Croft com seu pai, portanto, quando o filme opta por resoluções simplistas, tudo acaba aparecendo muito mais um questão de preguiça, do que realmente de emergência da situação. É uma pena, pois a personagem ficaria ainda mais interessante.

Se você relevar os pontos apontados acima, vai ver uma aventura muito mais moderna e inteligente que suas antecessoras. Contudo, a adaptação não faz muita questão de entregar muito mais do que isso. É uma adaptação ao pé da letra.

                                                   Bom

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