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Crítica: Rogue One – Uma História Star Wars por Leonardo Sena

Rogue One tinha a promessa de ser uma história Star Wars. Eu não esperava que fosse A história Star Wars que tanto queríamos ver. Um pouco depois de a Lucasfilm ser […]

Rogue One tinha a promessa de ser uma história Star Wars. Eu não esperava que fosse A história Star Wars que tanto queríamos ver.

Um pouco depois de a Lucasfilm ser comprada pela Disney numa negociação que entrou pra história, notícias sobre o futuro de Star Wars começaram a surgir. Nos foi revelado que teríamos duas séries nos cinemas se intercalando a cada ano: a nova trilogia de Episódios e o selo Uma história Star Wars. O primeiro passo foi Rogue One, que cobre um trecho que esteve ali tanto tempo gritando para ser contato e surge agora, 39 anos depois do original Guerra nas Estrelas.

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Na trama de Rogue One acompanhamos a jovem Jyn Erso, filha de Galen Erso, um engenheiro imperial que é vital para a construção da Estrela da Morte. Após 15 anos sem ter contato com o pai, Jyn é procurada pela Rebelião, pois é a única que pode receber uma mensagem de seu pai que pode comprometer os planos do Império e por fim na arma mortal.

O que mais surpreende na produção no primeiro contato, é a afirmação constante de que o filme terá a sua própria voz ao quebrar parâmetros já estabelecidos na franquia. Nada de letreiros na entrada, trilha original sendo tocada no início ou passagens de cenas no melhor estilo Power Point. E isso nos deixa um pouco apreensivos com os caminhos que o longa decidirá percorrer. Mas não demora muito para que percebamos que por mais que seja uma ótica com tons de novidade, esse é um bom e bem embasado Star Wars. Tudo soa dentro do seu lugar. Os veículos, os locais, os droides, os protagonistas, os figurinos, as histórias, as motivações e etc. É de encher os olhos.

Dirigido por Gareth Edwards (Que vem de uma filmografia tímida com o maior destaque sendo Godzilla), o filme é impactante. Por acompanhar uma missão de guerra, uma nova forma de se narrar Star Wars teve de ser encontrada, e ela funciona perfeitamente. É incrível vermos Storm Troopers enfrentando o poder de fogo de uma tropa de rebeldes (Sim, senhores Ewoks, estou falando de vocês, com seus paus e suas pedras) e Walkers Imperiais destroçando todo o seu caminho. Sem contar com todo o auxílio que os efeitos especiais da incrível Industrial Light & Magic, criada para contar Star Wars e o continua fazendo eximiamente, que nos insere em batalhas com centenas de TIE Fighters e X-Wings de uma forma que captura o espíritos dos filmes originais, renovando o que é necessário para transformar toda a guerra num espetáculo audiovisual.

Escrito pelas mãos de Tony Gilroy, roteirista da impecável trilogia Bourne, e Chris Weitz, roteirista de (PASMEM) Professor Aloprado 2, Rogue One tem uma história que sabe exatamente o que quer contar e quais muletas deseja utilizar para isso. Grandes ícones já conhecidos da franquia são repetidos aqui: o droide humanoíde que é responsável pelo alívio cômico, a heroína que renega sua missão, o mestre que a auxilia e o quase anti herói que tem interesses próprios. Toda essa familiaridade é responsável por uma grande identificação com a narrativa apresentada, que mesmo reutilizando conceitos, é completamente nova e nos leva a lugares que nunca visitamos.

A ambientação é fantástica. Diversas locações em diferentes planetas são apresentados durante o filme, e é surpreendente como o design de produção foi longe. Desde minerações imperiais e o covil de Vader, até planetas comerciais e fazendas interplanetárias. Todo o capricho da produção é inspirador e conversa perfeitamente com a trilogia original de filmes.

As atuações são soberbas. Até nos momentos de overacting, tudo conversa muito bem entre si. Felicity Jones dá vida a heroína Jyn de uma forma comportada. A personagem demonstra toda a sua força e ao mesmo tempo fraquezas em relações de confiança e nos põe ao seu lado. Forest Whitaker é um ótimo mentor na pele de Saw Gerrera. Ben Mendelsohn é um ótimo antagonista, Diego Luna é perfeito como rebelde que nos situa em toda a narrativa e a lista continua. Destaque com um sorriso enorme para o retorno triunfal de James Earl Jones na voz de Darth Vader.

Rogue One é uma grata surpresa a qualquer fã de Star Wars. O filme permeia o sentimento de novos elementos mas sempre honrando tudo já estabelecido. Como a trilha de Michael Giacchino (Star Trek, Ratatouille) que margeia os temas de John Williams, mas sempre que fica familiar demais, percorre outro caminho. E é exatamente isso que o filme faz. É o Star Wars que a gente já conhece, mas disposto a percorrer caminhos nunca vistos na franquia com toda a coragem possível. Não é uma história que criaram para a contínua expansão do Universo de George Lucas, mas sim uma história que já existia lá todo esse tempo e só agora nos foi contada.

excelente

                                               Excelente. 

 

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