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Crítica: Rogue One – Uma História Star Wars por Vitor Oliveira

Rogue One é uma tentativa ousada e divertida, mas com falhas a serem corrigidas no futuro Guerra nas Estrelas retorna ao cinema mais explosivo, mais clássico e talvez um pouco […]

Rogue One é uma tentativa ousada e divertida, mas com falhas a serem corrigidas no futuro

Guerra nas Estrelas retorna ao cinema mais explosivo, mais clássico e talvez um pouco apressado. Rogue One é divertido, bem montado – mas padece em alguns defeitos. Manter-se na linha após o bem recebido Despertar da Força era algo relativamente mais fácil, é inegável que ousar dentro da mais famosa franquia do cinema é um ato de coragem. Seu formato novo, embora com pequenas farpas que podem incomodar, pode ser limado para trazer o universo de Star Wars de forma magistral para os cinemas.

Rogue One narra a história por detrás do roubo dos planos da Estrela da Morte, ameaça central no quarto e sexto filme da franquia. Aqui estamos ao lado de Jyn Erso (Felicity Jones), uma ex-prisioneira do império que se une a rebelião para encontrar uma mensagem deixada por seu pai Galen Erso (Mads Mikkelsen) relacionada à nova arma bélica do império, em sua jornada ela conta com a ajuda de Cassian Andor (Diego Luna) um membro dos rebeldes desde seus seis anos de idade.

Rogue One (Foto: Divulgação)

Rogue One (Foto: Divulgação)

A obra atenta-se em desenvolver seus principais protagonistas, e mesmo as leves pinceladas em cada um deles é suficiente para sanar suas ambições e motivos, enquanto os membros de suporte em geral são jogados ao espectador apenas em ação – ninguém sabe sobre eles, nada é revelado exceto o quão úteis podem ser para além da batalha. Em parte, deve-se a pressa do filme em reunir seu time, e em pouco tempo a trupe está reunida para a missão – e tudo pode soar acelerado demais se comparado aos demais atos do filme, em especial o terceiro e detalhado arco do filme. Star Wars certamente não é premiado ou querido pelas atuações de seus atores, mas o elenco não deixa a desejar – todos parecem ter o ar vintage que sentimos falta, que os torna palpáveis aos clássicos. O destaque é Diego Luna, tendo em sua atuação parte essencial para entender a personalidade de seu personagem sem que isso seja explicitamente dito – em contra ponto, a mocinha de Felicity Jones falha em brilhar até perto do extremo final.

Os efeitos especiais levam a sério o que foi deixado de legado no último filme da série – há de fato efeitos práticos impressionantes e a computação gráfica, que deixa um pouco a desejar em um momento específico e impressiona não tão distante de lá, também é impressionante em todos os aspectos das batalhas áreas, especiais e terrestres.

A trama segue a simplicidade que é lhe é referida: roubar os planos da estrela da morte. Mesmo os desvios feitos ao longo do desenvolvimento, em especial no inicio do filme, são apenas paradas para desenvolvimento que logo se desenrolam para o que segue – e talvez toda a pressa da primeira parte seja pela irrelevância que vários dos personagens tem para a trama em si – tudo para surpreender em sua metade final. Em tempo, Rogue One evoca os tempos em que sonhávamos com batalhas colossais em diversas linhas de frente – não há como negar que tudo é muito impressionante, bonito e bem produzido. As sequências de batalha igualam-se ao que já existiu de melhor em Star Wars.

Rogue One (Foto: Divulgação)

Rogue One (Foto: Divulgação)

A participação de Darth Vader é curta – e embora não seja o vilão, que é apenas desinteressante e nada convincente de sua força – mas expressiva. O personagem carrega o peso de uma história longa, e os produtores sabiam disso. Usá-lo para trazer algumas das melhores cenas do filme é digno de nota.

Rogue One: Uma História de Star Wars é ousado, desde literalmente sua abertura até o apagar das luzes. A ousadia custa um pouco caro, há defeitos em seus primeiros atos, personagens mal resolvidos, alguns que soam irrelevantes, mas o balanço é positivo. Tal qual o Despertar da Força  tinha que desculpar-se com grande parte dos fãs e jogar apenas no absolutamente seguro, Rogue One segue uma linha de tentar novas histórias – ainda muito heroicas, mas que compõe apenas um pedaço importante de pular sua própria jornada do herói, que ainda que eficiente na franquia, seria apenas uma lástima vê-la mais um vez aqui.

 

ótimo

Muito bom.

 

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